Metodologias e Abordagens

As metodologias e abordagens que usamos são:

 

Appreciative Inquiry – Investigação Apreciativa
A Investigação Apreciativa é uma estratégia para a mudança intencional, uma metodologia inovadora excelente para se trabalhar em planejamento estratégico, gestão participativa e resolução de questões complicadas. Identifica o melhor do ‘que é’ para seguir sonhos e possibilidades do ‘que poderia ser’; uma busca cooperativa pelas fortalezas, paixões e forças que trazem a vida que encontramos em qualquer sistema, que tenham o potencial para a mudança inspirada e positiva. É a busca do melhor nas pessoas, suas organizações e o mundo ao redor delas. Desenvolvida pelos professores Ph.D. David Cooperrider e Ph.D. Ronald Fry.

Sites – http://appreciativeinquiry.case.edu

Livros – Investigação Apreciativa: Uma Abordagem Positiva Para A Gestão De Mudanças – Editora Qualitymark, 2006 – Autores David L. Cooperrider e Diana Whitney

– Manual da Investigação Apreciativa: para líderes da mudança – Editora Qualitymark, 2009 – Autores David L. Cooperrider, Diana Whitney e Jacqueline M. Stavros

 

Biologia Cultural
Uma sabedoria a respeito da Matriz Biológico-Cultural da Existência Humana, sobre que é ser humano, como compreender melhor nossas dinâmicas relacionais e quem somos, enquanto seres biológicos e culturais. Um processo que nos conduz a reflexões profundas, reveladoras e libertadoras, com uma linguagem recursiva circular própria dos autores. A Biologia Cultural foi desenvolvida pelos professores Dr. Humberto Maturana e Ximena Dávila da Escuela Matriztica do Chile. Alguns temas de conversas e reflexões neste campo de conhecimento são: o habitar humano; a dor cultural (desamor, competição); a boa terra e a responsabilidade; presença, estar inteiros, na dança da vida; fazer escolhas, o que conservar; o observador; as palavras importam; o ‘verdadeiro’ encontro com o outro na confiança e na amorosidade; nossos critérios de validação; autopoiesis e acomplamento estrutural. Se desejarmos refletir sobre os fundamentos do humano e suas consequências para o viver e conviver no mundo e nas organizações, o que vem a ser mais adequado é gerar um conviver em que as conversações transcorram a partir da legitimidade de suas próprias experiências e das perguntas que emergem durante o processo. Esse conviver, que só é possível na biologia do amar, permite-nos ver a trama emocional que o torna possível, ao refletir sobre como é que fazemos o que fazemos em nosso viver e conviver.

Exemplos de perguntas reflexivas:

Como estamos fazendo o que estamos fazendo neste presente em que estamos vivendo como estamos vivendo?
Em que mundo queremos que vivam as gerações que virão?

O que estamos fazendo hoje para gerar esse mundo em que desejamos que vivam as futuras gerações?

Site – http://matriztica.cl/Matriztica/

Livro – Habitar Humano em seis ensaios de Biologia Cultural (Matriz Ética do Habitar Humano) – Editora Palas Athena, 2009 – Autores Humberto Maturana Romesin e Ximena Dávila Yáñez

 

Pensamento Sistêmico
A revolução conceitual da física quântica contribuiu para uma profunda mudança na visão de mundo, pois com ela a ciência descobriu a lógica da complexidade que envolve o universo em diversos níveis composto por sistemas interativos e interligados, não sendo algo pronto e sim um campo aberto com dinamismo interno e com potencialidades inerentes de criatividade.

Vivemos em um mundo que é uma combinação de pensamento linear (uma única resposta, causas e efeitos diretos) e sistêmico (admite diversas respostas, causas gerando efeitos indiretos ou mesmo imprevisíveis). A compreensão de que os sistemas são totalidades integradas em constante conexão, cujas partes se influenciam mutuamente, provocou mudanças não só na física e na biologia, mas em todas as áreas do saber, inclusive, na administração e gestão organizacional. Assim, as partes podem ser pessoas, conceitos e idéias, e até processos. Em um sistema, todas as partes atuam em conjunto e harmonia com seu ambiente, que é um sistema maior, para que o todo funcione adequadamente. A mais comum das analogias são os sistemas que compõem o corpo humano onde cada órgão é fundamental para o bom funcionamento do corpo todo.

Pensando sistemicamente conseguimos perceber que somos parte de vários todos, de vários sistemas inter-relacionados. Isto permite melhorar nosso desempenho como pessoas e líderes, tomar decisões mais consistentes e conscientes, gerenciar com maior efetividade e muitas outras vantagens. Tomar uma decisão sem ter a visão do todo pode gerar decisões unilaterais, isoladas e pouco efetivas.

O Pensamento Sistêmico permite:

– considerar múltiplos focos, aspectos, variáveis, partes e relações;

– buscar por várias soluções combinadas para resolver um problema;

– gerar várias interpretações, sem necessariamente fazer julgamentos apressados;

– pensar em possibilidades não necessariamente integradas;

– antes da escolha buscar por alternativas que não haviam sido consideradas;

– analisar todas as conseqüências que podem surgir com uma decisão;

– ser capaz de projetar um horizonte mais realista;

– desenvolver a habilidade de observação;

– permitir que sejamos sempre aprendizes, independentemente da situação ser semelhante a outras já

Não abra mão do pensamento sistêmico na sua liderança. Saiba que este conceito tem tudo a ver com equipes, gestão de conflitos, mudança, planejamento estratégico e outros conceitos de gestão que podem, de fato, potencializar a atuação da empresa e a eficiência da sua liderança.


Livros – A visão sistêmica da vida. Editora Cultrix, 2014. Autor Fritjof Capra.

A quinta disciplina: arte e prática da organização que aprende. Editora Bestseller, 2006. Autor Peter Senge.

 

Teoria U
A teoria U é um caminho para a inovação e surge como uma resposta à dificuldade vivida pelos líderes nos tempos atuais. Foi desenvolvida ao longo de quase 15 anos por Otto Scharmer, Adam Kahane, Peter Senge e Joseph Jaworski. Uma maneira de desenhar e conduzir profundos processos de aprendizado coletivo, ela se propõe a ajudar a implementar mudanças e aumentar a produtividade em organizações. Funciona como uma espécie de passo-a-passo, com sete etapas definidas: suspender, redirecionar, deixar ir, estar presente, deixar vir, definir e incorporar. Todas essas etapas fazem parte de uma jornada com começo, meio e fim, que completa o formato de um “U”, daí o nome. A teoria U é um conjunto de teorias, ferramentas e práticas que podem auxiliar os líderes a enfrentarem os problemas atuais, não apenas intelectualmente, mas através de ações que gerem inovação, liderança e gestão participativas.

Site – https://www.presencing.com/theoryu

Livros

– Teoria U: como liderar pela percepção e realização do futuro emergente – Editora Elsevier/Campus, 2010 – Autor Claus Otto Scharmer

– Liderar a partir do futuro que emerge – Editora Elsevier/Campus, 2014 – Autor Claus Otto Scharmer

 

Art of Hosting – Arte de Anfitriar Conversas Significativas (AoH)
Art of Hosting (ou, Arte de Anfitriar Conversas Significativas) é uma comunidade internacional  de prática guiada por valores e processos inspirados em sistemas vivos e auto-organizados. Explora novos padrões emergentes, como: ir da fragmentação à conexão, estar a serviço de um propósito consistente e conectado com a essência dos indivíduos, ancorar ações naquilo que é significativo, experimentar a liderança rotativa e a escuta ativa, tudo isto a serviço da inteligência coletiva que surge nas relações humanas, para colher resultados que realmente importam, inovar e dar sentido às nossas relações e ações nas organizações e comunidades das quais fazemos parte. Trabalha com as melhores perguntas para inspirar as melhores respostas. Recria o antigo, resgata as prazerosas rodas de conversa de modo guiado e auto-organizado e promove significado ao conteúdo criado coletivamente. Esta forma de fazer mobiliza a presença criativa das pessoas, levando a escolhas e decisões muito mais conscientes e que geram resultados melhores para todos de verdade.

Site – www.artofhosting.org

 

Modelo Caórdico
O conceito foi criado por Dee Hock, fundador e primeiro CEO da Visa Internacional e foi o princípio por trás do crescimento da maior rede de cartões de crédito do mundo. “Nenhum modelo de organização tradicional, ditado de cima para baixo, poderia ter funcionado, tinha de ser baseado em conceitos biológicos, para que a evolução ocorresse por si só, como em um organismo vivo.” Ao refletir sobre a experiência, o autor nomeou o conceito como Caórdico, resultado da fusão entre caos e ordem.

Caórdico é o comportamento de qualquer organismo, organização ou sistema autogovernado que combine harmoniosamente características de ordem e caos. Disposto de maneira a não ser dominado nem pelo caos, nem pela ordem. Característica dos principais organizadores fundamentais da evolução e da natureza.

No mundo empresarial o conceito é desafiador, pois é necessário abrir mão do controle excessivo e burocracia típica. Porém a colaboração é orgânica e incontrolável, uma ação caórdica e descentralizada, e por isso mesmo, genial e inovadora. Manter a ordem que é produtiva e dar abertura para o caos pode ser como permitir que os ideais e propósitos sejam o estímulo para agir, criar e ter comprometimento. A vontade de fazer motiva a organização para ter como fazer. Em uma estrutura mais horizontal há mais liberdade de atuação e colaboração dos participantes, o que possibilita o crescimento.

Site – http://www.artofshosting.com

Livros – Nascimento da Era Caórdica. Editora Cultrix, 1999. Autor Dee Hock.

 

Open Space Technology – Tecnologia do Espaço Aberto
O Open Space é uma metodologia para a criação de um espaço aberto no qual os participantes propõem e se responsabilizam pelos temas a serem discutidos e aprofundados, criando a própria agenda do evento. É uma forma de organizar reuniões, conferências ou grupos aproveitando a motivação dos indivíduos, fazendo uso da capacidade de auto-organização inerente a qualquer sistema. Provoca uma migração dos participantes da posição de expectadores para protagonistas do processo. Pode ser usado para planejar ações e gerar novas idéias com grupos a partir de uma dúzia de pessoas, até muitas centenas.

Site – www.openspaceworld.com

Livro – Coffee Break Produtivo – Editora Novo Paradigma – Autor Harrison Owen

 

World Cafe – Café Mundial
O World Café é um método para criar uma rede viva de diálogo colaborativo sobre questões que importam em situações da vida real. É uma metodologia criativa para anfitriar conversas autênticas em grupos de todos os tamanhos. A medida em que as conversas se conectam, o conhecimento coletivo cresce e evolui, podendo fomentar a colaboração e o diálogo, fortalecer a comunidade, despertar insights criativos e criar novas possibilidades para a ação construtiva.

Site – www.theworldcafe.com

Livro – The World Café: Dando forma ao nosso futuro por meio de Conversações Significativas e Estratégicas – Editora Cultrix / Willis Harman House – Autores Juanita Brown e David Isaacs

 

Pro Action Cafe – Café Pró Ação
O Café Pró Ação promove espaço para conversas orientadas para a criação, inovação e ação. Os participantes são convidados a trazerem chamados, ideias, projetos, trabalhos em andamento que tenham dilemas, questionamentos ou o que quer que seja, que seja significativo para eles. Assim como no World Cafe, realizam-se conversas em mesas rotativas, ou seja, cada pessoa participa de diversas conversas. Assim como no Open Space, não há uma agenda pré-definida, os temas das conversas são propostos pelos próprios participantes. As conversas ocorrem com o intuito de colher contribuições da inteligência coletiva presente para a manifestação dos chamados/projetos no mundo, ou mesmo para levá-los para a prática.

Site – http://sites.google.com/a/pro-action.eu/pro-action-caf-/how-to-become-a-host/hosting-kit

 

Circle Process – Processo de Círculo
O Círculo, roda ou conselho, é uma forma antiga de encontro que tem reunido pessoas em conversas respeitosas por milhões de anos. O processo de Círculo é uma metodologia moderna inspirada nesta tradição e ajuda as pessoas a se reunirem em conversas que preenchem o seu potencial para o diálogo, reabastecimento e mudança com base na sabedoria. O Círculo intensifica as cooperações e aproxima emocionalmente as pessoas que trabalham juntas. Círculo não tem hierarquia – é a própria expressão da equidade. Pessoas em círculos apóiam-se umas às outras e se descobrem através da conversa. Ouvir é tão importante quanto falar.

Site – http://www.peerspirit.com/

Livros:

– Calling the Circle: The First and Future Culture – Editora Bantam Books – Autora Christina Baldwin

– The Circle Way: a Leader in Every Chair – Editora Berrett-Koehler Publishers Inc. – Autoras Christina Baldwin e Ann Línea

 

Fishbowl – Aquário
É uma forma criativa de diálogo que inclui as pessoas em uma discussão, dispostas em um círculo maior de ouvintes e observadores, ao redor de um outro círculo menor de pessoas que conversam, com a abertura e a inclusão para quem quiser participar. Este formato de ‘aquário’ pode ser usado em grandes grupos, incluindo oficinas, conferências, reuniões e assembléias organizacionais. Aquários são úteis para compartilhar informações e idéias de uma variedade de perspectivas, bem como para ‘ventilar temas quentes’. Esta técnica pode ajudar as pessoas a aumentar o entendimento e a confiança sobre questões complexas, e tem geralmente um facilitador ou moderador experiente. Utilizada com foco em resolver problemas, criar inovação ou disseminar o conhecimento. Foi desenvolvido por Peter Senge, autor e professor no MIT, EUA

Sites:

http://www.kstoolkit.org/Fish+Bowl

http://www.edchange.org/multicultural/activities/fishbowl.html

 

Mindfulness – Atenção Plena ou Mente Presente
É a habilidade de prestar atenção, intencionalmente e com receptividade, para a realidade assim como ela se apresenta e é também o conjunto de técnicas, simples e científicas, que utilizamos para desenvolver este estado mental de atenção, presença e consciência. Mindfulness propõe uma nova de interação com qualquer coisa que aconteça na nossa vida de maneira mais consciente, aberta e gentil. Possibilitando estar sobre controle das nossas reações e escolhas, uma maneira de viver e encarar a vida permitindo enfrentar desafios e demandas do dia a dia no trabalho, casa e até mesmo lidar com stress e depressão. A abordagem é baseada na aceitação da nossa experiência e não na reação a experiência em si. Aceitando as condições naturais da vida criamos a habilidade de responder a essas condições de maneira mais criativa e funcional.

Sites:

– https://academiademindfulness.com.br

– https://www.iniciativamindfulness.com.br

Livros:

– Viver Agora – Um programa revolucionário de combate ao estresse, à ansiedade e à depressão. Editora Alaúde, 2012. Autora Sarah Silverton apresentação de Jon Kabat-Zinn.

– Atenção Plena – Mindfulness – Como Encontrar A Paz Em Um Mundo Frenético. Editora Sextante, 2015. Autores Mark Williams e Danny Penman.

 

Comunicação Não Violenta (CNV)
É uma maneira de focar a atenção naquilo que nos une, e no sentido do que o outro está dizendo, que não é necessariamente expresso pelas palavras usadas. A Comunicação Não-Violenta apoia o estabelecimento de relações de parceria e cooperação em que predomina a comunicação eficaz e com empatia. Enfatiza a importância de determinar ações tendo como base os valores comuns. O ideal da CNV é conseguir que nossas necessidades, desejos, anseios e esperanças não sejam satisfeitos às custas de outra pessoa. A ênfase é posta em expressar sentimentos e necessidades, em vez de críticas ou juízos de valor. Importante praticar em grupos.

Livro – Comunicação Não Violenta – Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais. Editora Ágora, 2006. Autor Marshall Rosenberg.

 

Pedagogia da Cooperação
Quando se fala em pedagogia da cooperação, imagina-se um caminho de ensino compartilhado no qual cada pessoa é considerada um mestre-aprendiz, com-vivendo a descoberta de si mesma e de sua comum-unidade com os outros, conforme sugere o novo conceito de desenvolvimento humano, que acrescenta à agenda do fortalecimento da autonomia dos indivíduos o tema da promoção do bem comum. É uma pedagogia viva, que acontece em diferentes momentos e em muitos movimentos, sendo articulada organicamente, é uma jornada de realização exterior para promover a transformação interior da pessoa e do grupo.

Como um mapa de uma viagem que se renova constantemente, a pedagogia da cooperação é realizada a partir de quatro momentos transdisciplinares: princípios (co- existência, com-vivência, cooperação e comum-unidade), processos (jogos cooperativos, danças circulares, aprendizagem cooperativa, diálogo, world café, open space, change lab, investigação apreciativa e comunicação não violenta), procedimentos (maneira de fazer acontecer) e práticas (fazer contato, estabelecer contrato, compartilhar inquietações, fortalecer alianças e parcerias, reunir soluções comuns, praticar a transformação).

Site:

– http://www.projetocooperacao.com.br/

– http://www.projetocooperacao.com.br/wp-content/uploads/2015/03/caderno-pedagogia-cooperacao-vale.pdf

 

Jogos Cooperativos
Jogar, e viver, é uma oportunidade criativa para encontrar com a gente mesmo, com os outros, com todo mundo. O “jogo” passa a ser conseqüência de nossas visões, ações e relações. Quando conseguimos descontrair e ficamos mais flexíveis nas nossas interações com os outros, liberamos todo o potencial criativo que há em cada um. Participando dos jogos cooperativos, desfazemos a ilusão de sermos separados e isolados. E percebemos o quanto é bom e importante ser a gente mesmo e respeitar a singularidade do outro.

A diferença principal entre jogos cooperativos e jogos competitivos é que nos Jogos Cooperativos todo mundo coopera e todos ganham. Durante os jogos há uma entrega sincera a cada minuto, onde a preocupação com o resultado final é substituída pela confiança e respeito mútuo e pelo prazer de estar jogando uns com os outros ao invés de uns contra os outros.

Sites:

– www.projetocooperacao.com.br

– http://jogoscooperativosefe.ning.com/

Livros:

– Jogos Cooperativos no processo de aprendizagem – Editora Qualitymark – Autoras Magda Vila e Marli Santander

– Pedagogia da Cooperação: trabalhando com grupos em sala de aula através da aprendizagem cooperativa – Autor Frank Viana Carvalho

– Jogos Cooperativos: se o importante é competir, o fundamental é cooperar – Autor Fábio Otuzi Brotto

 

Danças Circulares
As danças circulares são praticadas em grupos. O grupo, em círculo, segue uma coreografia e, conectados entre si, reúnem energias em busca da harmonia, da consciência do todo. No Círculo não existe hierarquia, e as atitudes de competição são substituídas por atitudes cooperativas, onde os participantes do grupo podem ajudar a superar os erros uns dos outros, manifestando o melhor de cada um. No trabalho com as pessoas promove o diálogo entre as pessoas, desenvolve o senso de organização coletiva através da roda e o senso rítmico pela música e pelo movimento corporal que ela cria, e principalmente “desperta” relacionamentos saudáveis dentro do contexto social em que vivemos.

Site: www.dancascirculares.org

Livro – Danças Circulares Sagradas: uma proposta de educação e cura. Editora Taygeta/Triom.  Autora Renata C. Lima Ramos.

 

Dinâmica dos Grupos
Os princípios da Dinâmica dos Grupos foram introduzidos no Brasil por Fela Moscovici e tem os seus fundamentados baseados principalmente, no Institute of Applied Behavioral Science dos EUA (NTL). Apesar de ter surgido há muito tempo, a dinâmica dos grupos só foi ganhar os contornos que são vistos nos dias de hoje a partir de 1935, quando surgiram os elementos estruturados que compõem o conceito moderno de dinâmica de grupo. Dentre estes elementos podemos destacar a interdependência funcional entre os seus membros participantes, a existência de papeis e de normas e também a existência de um objetivo em comum. Assim, a dinâmica de grupos é uma ferramenta de estudo dos grupos e também um termo geral para os processos de grupo, afinal, um grupo é um todo dinâmico. Apesar de ser um conjunto de pessoas, não é simplesmente a soma dos participantes, o que significa que qualquer mudança que ocorra em um dos participantes vai interferir no estado do grupo como um todo. E por estarmos sempre mudando é que o grupo é dinâmico. Quando um grupo se estabelece, uma série de fenômenos passa a atuar sobre as pessoas individualmente e, conseqüentemente, sobre o grupo. É o chamado processo grupal. Alguns desses fenômenos são: coesão, padrões grupais, motivações individuais e objetivos do grupo, liderança. Através do exame do funcionamento do grupo é possível aos seus membros uma consciência dos aspectos facilitadores e dificultadores na obtenção dos objetivos a que se propõem enquanto grupo.

Site: www.sbdg.org.br

Livro – Problemas de dinâmica de grupo. Editora Cultrix, 1978. Autor: Kurt Lewin.

 

Design Thinking – Pensamento de Design
Design Thinking é um processo para resolução de problemas, uma abordagem inovadora que busca soluções centradas nas necessidades do ser humano. É apoiada por um conjunto de métodos utilizados para integrar as necessidades das pessoas, as possibilidades da tecnologia, e os requisitos para o sucesso do negócio. Acontece com uma dinâmica fortemente colaborativa e sistêmica que, ao integrar elementos e conhecimentos de diversas áreas tradicionais, permite encontrar respostas mais efetivas para desafios complexos. Um de seus elementos característicos é a prototipagem, que quer dizer realizar experimentos das ideias na prática, pensar com as mãos, e colocar as ideias em ação, enquanto propostas de soluções. A idéia de aplicar a abordagem do design para administrar, é nova e em desenvolvimento, mas oferece um caminho para ir além da forma convencional de resolução de problemas. Um processo criativo centrado no humano que visa ampliar as possibilidades de interação entre recursos, idéias e pessoas, para tornar algo melhor e viável. Com inspiração, ideação e implementação, impulsiona a prototipagem para a mudança, maximizando a co-construção coletiva. Os negócios foram os primeiros a abraçar esta nova abordagem, agora organizações sem fins lucrativos estão começando a adotá-la também.

Sites:

– https://endeavor.org.br/design-thinking-inovacao/

– https://designthinkingforeducators.com/about-toolkit/

– https://course.novoed.com/designthinking

Livro – Design Thinking – Uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias. Editora Elsevier/Campus, 2010. Autor: Tim Brown.

 

Thinking Environment – Ambiente para Pensamento de Qualidade
É uma metodologia ou, mais que isso, uma forma de ser e agir com o outro, que pode ser incorporada e aplicada na prática na vida pessoal e organizacional. O Ambiente para Pensamento é uma metodologia que permite criar entre pessoas um ambiente de apreciação e respeito para gerar novas ideias, remover bloqueios de pensamento, investigar possibilidades e tomar decisões. Foi desenvolvido por Nancy Kline em mais de 30 anos de pesquisas e práticas, com eficácia comprovada no desenvolvimento individual e em organizações. Criar um Thinking Environment significa criar um ambiente de qualidade que favorece o pensamento independente, na presença dos dez componentes da metodologia, as pessoas pensam por si mesmas com rigor, imaginação, coragem e beleza. Grupos que criam um Thinking Environment encorajam, engajam e energizam as pessoas. O resultado são pessoas mais comprometidas, felizes e motivadas, produzindo melhores resultados com menos tempo e dinheiro.

Sites:

– www.timetothink.com

– www.munzner.co

Livro – Time to Think: Listening to Ignite the Human Mind. Editora Cassell, 2015. Autora Nancy Kline.